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O papel fundamental de Maria no Plano de Deus

   28/05/2014
Fonte: www.a12.com   

 

Ir. João Antônio Johas Leão 

 

 

O Plano de Deus é uma realidade que talvez deixe alguns desconcertados porque não sabem bem o que significa, como afeta na vida pessoal ou em que etapa desse plano se vive atualmente.

 

 

 

No contexto do mês de Maria, é muito oportuno falar sobre o papel fundamental que ela exerce nesse Plano, porque, como em tudo na vida cristã, conhecendo mais a Maria, somos conduzidos a um encontro mais profundo com Deus.

 

 

 

Qual é, então, o Plano de Deus?

Deus, por amor, criou o ser humano para que vivesse o amor e assim se realizasse plenamente no mundo de acordo com os seus desejos mais autênticos e profundos.

 

 

 

Criado livre, foi chamado a usar retamente esse dom para poder chegar finalmente a participar da comunhão eterna do Pai, com o Filho no Espírito Santo, na Santíssima Trindade. Vale a pena ler de novo o parágrafo anterior. Muitas palavras já são conhecidas por nós católicos.

 

 

 

Tão conhecidas que podemos ter nos acostumado com elas. Vale a pena ler com cuidado, como quem tira com um espanador o pó de uma louça antiga e valiosa que possui em casa.

 

 

 

Maria meditava tudo

no seu coração.

 

 

O que significa que Deus nos criou por amor?O que significa a liberdade que Ele nos deu? Como posso usar bem esse dom? Todas essas perguntas são muito boas de serem meditadas, rezadas frete ao Santíssimo. Com certeza Maria “meditava tudo no seu coração.” Mas a pergunta que talvez incomode mais seja essa: Porque não vivemos em comunhão com Deus? O Plano dele deu errado? O que aconteceu? São perguntas muito boas, porque se olhamos para o mundo de hoje, vemos tanta coisa errada que alguns podem pensar que Deus falhou.

 

 

 

No entanto, a resposta é que o ser humano, usando mal a sua liberdade, se afastou do Plano de Deus. Dizendo não ao seu criador no pecado original, trouxe para toda a criação uma catástrofe de dimensões incomensuráveis. O homem quis ser como Deus, mas sem Deus.

 

 

As consequências do pecado original se arrastam pelo mundo até hoje e se multiplicam com os nossos pecados pessoais.

 

 

 

A mulher da promessa

Mas Deus não abandona o homem. Já na queda original, Deus promete a reconciliação com o homem: «Inimizade porei entre ti (a serpente) e a mulher, e entre tua linhagem e a linhagem dela: Ela te pisará a cabeça enquanto tu lhe ferirás o calcanhar» (Gen 3,15).

 

 

 

Nessa passagem Deus revelava o núcleo de seu desígnio reconciliador, no qual uma Mulher aparecia intimamente associada pela maternidade Àquele que "derrotará o mal do pecado em sua própria raiz: 'esmagará a cabeça da serpente'”, como disse São João Paulo II.

 

 

 

A vocação de Maria

Sabemos que essa mulher prometida é Maria, pela qual nos veio o Reconciliador, Jesus, nosso Senhor. Cada um de nós possui um lugar no Plano de Deus. Dito de outra maneira, Deus tem algo pensado para cada um de nós. Ninguém foi criado “à toa”.

 

 

 

 

Criada para ser a

Mãe do Criador,

foi adornada com

muitos dons particulares

que a faziamapta

para essa missão.

 

 

 

Fomos criados para contribuir com o Plano de Deus. Possuímos uma série de talentos, qualidades, aptidões que nos foram dadas por Deus para que com eles contribuamos para que seu Plano se realize. Essa é a missão de cada um e essa é também a maneira que cada um tem de ser realmente feliz nessa vida.

 

 

 

Isso pode ser dito também de Maria. Criada para ser a Mãe do Criador, foi adornada com muitos dons particulares que a faziam apta para essa missão, por exemplo que sua natureza seja preservada do pecado original, que ela seja Imaculada. Dessa maneira, cooperando com os dons que Deus colocou nela, chegada a plenitude dos tempos, Maria pode responder sim generosamente ao Anjo do Senhor e receber no seu ventre o Filho de Deus.

 

 

 

A Maternidade espiritual

Mas a vocação de Maria não terminou com o nascimento de Jesus. Sabemos que durante a sua infância, Ele era obediente aos seus pais, de quem recebia a educação, o carinho, o amor.

 

 

 

Depois de adulto, quando sai a pregar o Evangelho, com certeza Maria seguia acompanhando de perto tudo que acontecia com seu Filho. Prova disso é a sua presença na hora dramática da crucificação. Nesse momento especialmente doloroso para Jesus e para Maria acontece algo importante, inusitado.

 

 

 

Jesus explicita um nova característica na vocação de Maria. “Mulher, eis ai o teu filho” diz Jesus. A partir desse momento se torna claro outro aspecto da missão de Maria, a de ser nossa Mãe espiritual.

 

 

 

Somos realmente filhos de Maria. E ela, como nossa mãe, nos ajuda hoje a caminhar pelos caminhos do plano de Deus, ou seja, vivendo o amor.

Ela nos cuida e nos guia, porque muitas vezes ainda nos confundimos e não sabemos como viver a liberdade. Ela está sempre presente para com um abraço de mãe nos reconduzir até Jesus, o único que é o Caminho, a Verdade e a Vida.

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