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Igreja celebra dia da Vida Consagrada; veja palavras do Papa

   02/02/2015
Fonte: noticias.cancaonova.com   

   André Cunha
Da Redação

 

 

   Esta segunda-feira, 2, é uma data especial para aqueles que optaram por entregar-se por inteiro a Deus em uma congregação, instituto e nova comunidade. É o dia dedicado à Vida Consagrada, que neste ano tem uma ocasião a mais para ser celebrado: o Ano da Vida Consagrada, instituído pelo Papa Francisco.

 


   Na carta apostólica em que fez a proclamação do Ano, que vai de 30 de novembro de 2014 até 2 de fevereiro de 2016, Francisco traçou os objetivos, as expectativas e horizontes para este Ano especial.

 


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   O primeiro objetivo é olhar para o passado com gratidão. “Cada um dos nossos Institutos provém duma rica história carismática”, escreveu o Papa. Logo, segundo ele, é preciso recordar os seus inícios e tomar consciência de como foi vivido o carisma ao longo da história.

 


   Como segundo objetivo, Francisco sugeriu “viver com paixão o presente”. “A lembrança agradecida do passado impele-nos, numa escuta atenta daquilo que o Espírito diz hoje à Igreja, a implementar de maneira cada vez mais profunda os aspectos constitutivos da nossa vida consagrada”, disse.

 


   Abraçar com esperança o futuro é o terceiro objetivo que se pretende neste Ano. Uma esperança que, segundo o Papa, não se funda sobre números ou sobre as obras, mas sobre Jesus Cristo, “para quem ‘nada é impossível'” (cf. Lc 1, 37).

Recorde como foi a abertura do Ano da Vida Consagrada no Vaticano:

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=meAaB8I88b8


O que Francisco espera do Ano da Vida Consagrada?

   “Que seja sempre verdade aquilo que eu disse uma vez: ‘Onde estão os religiosos, há alegria’”. Foi a primeira expectativa apresentada pelo Papa na carta apostólica. Ele pediu  que não haja espaço para “rostos tristes, pessoas desgostosas e insatisfeitas”, e afirmou que “um seguimento triste é um triste seguimento”.

 


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   Para o Pontífice, o Ano da Vida Consagrada pode ser ainda uma ocasião para que os religiosos e religiosas despertem o mundo, exercendo a missão de profetas. Oportunidade também pra criar outros espaços onde se viva a “lógica evangélica do dom, da fraternidade, do acolhimento, da diversidade, do amor recíproco”, sem cair na tentação de fugir, como aconteceu com Elias e Jonas, profetas da Bíblia.

 


   Outra expectativa do Papa é acerca da “espiritualidade de comunhão”. Francisco quer que esta se torne realidade neste novo milênio, em que a Igreja deve ser “casa e escola de comunhão”.

 


   Como tem dito em outras ocasiões, disse também aos consagrados que saiam de si mesmos para ir às “periferias existenciais”. “Não vos fecheis em vós mesmos, não vos deixeis asfixiar por pequenas brigas de casa, não fiqueis prisioneiros dos vossos problemas”, pede o Papa.

 


   Por fim, ele expõe sua última expectativa, um questionamento, na verdade: o que pedem Deus e a humanidade, hoje? Esta, segundo o Papa, deve ser a pergunta a ressoar nos corações consagrados. “Só com esta atenção às necessidades do mundo e na docilidade aos impulsos do Espírito é que este Ano da Vida Consagrada se tornará um autêntico kairòs, um tempo de Deus rico de graças e de transformação”, considerou.

 


Os leigos no Ano da Vida Consagrada

   O Papa Francisco dedicou um trecho especial da carta aos fiéis leigos. Encorajou-os a viver este Ano da Vida Consagrada como uma graça que pode torná-los mais conscientes do dom que receberam. Destacou que este Ano não diz respeito apenas a pessoas consagradas, mas a toda a Igreja.

 


   “Assim dirijo-me a todo o povo cristão, para que tome cada vez maior consciência do dom que é a presença de tantas consagradas e consagrados, herdeiros de grandes Santos que fizeram a história do cristianismo”, orientou o Papa.

 


   Por último, mas não menos importante, o Pontífice dirigiu uma palavra aos bispos católicos. A eles, Francisco convidou que acolham a Vida Consagrada como um “capital espiritual”, promovendo em suas comunidades os diferentes carismas, tanto os históricos como os novos, “apoiando, animando, ajudando no discernimento, acompanhando com ternura e amor as situações de sofrimento e fraqueza em que se possam encontrar alguns consagrados”.

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