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Também aqueles distantes são "perseguidos" pelo amor apaixonado de Deus

   07/01/2015
Fonte: www.zenit.org   

   No Angelus, na Solenidade da Epifania do Senhor, Francisco convida a ler e meditar a Palavra de Deus todos os dias, para que seja luz que orienta nosso caminho

 


   A catequese do Papa Francisco, antes do Angelus rezado hoje, na Solenidade da Epifania, foi inteiramente dedicada aos Reis Magos. Depois da Missa, na Basílica Vaticana, da janela do Palácio Apostólico Vaticano, o Papa recordou, juntamente com os fiéis e peregrinos na Praça de São Pedro, a chegada dos três Reis Magos, que vieram "para adorar o recém-nascido Rei do judeus e Salvador universal e lhe oferecer presentes simbólicos”.

 


    "Com seu gesto de adoração - disse o Santo Padre – os Magos testemunham que Jesus veio ao mundo para salvar não somente um povo, mas todos os povos". Na festa de hoje, nós celebramos "a manifestação do Senhor a todos os povos, isso é, a manifestação do amor e da salvação universal de Deus."

 


   “Ele - comenta o Papa - não reserva o seu amor para alguns privilegiados, mas oferece a todos. Como de todos é o Criador e o Pai, assim de todos quer ser o Salvador. Por isso, somos chamados a alimentar sempre grande confiança e esperança no confronto de cada pessoa e de sua salvação: também aqueles que parecem distantes do Senhor são seguidos - ou melhor, 'perseguidos' – pelo seu amor apaixonado, pelo seu amor fiel.”

 


   O Papa refletiu sobre a viagem dos Magos do Oriente que os Evangelhos descrevem "como uma viagem da alma, como um caminho rumo ao encontro com Cristo". Nesta viagem, disse Francisco, "esses estão atentos aos sinais que indicam a presença; são incansáveis em enfrentar as dificuldades da busca; são corajosos em levar as consequências de vida resultantes do encontro com o Senhor. Pode-se dizer, portanto, que "a experiência dos Magos evoca o caminho de todos os homens rumo a Cristo."

 


   Como para os Magos -destacou o Santo Padre- “também para nós procurar Deus significa caminhar”, “olhando para o céu e vendo no sinal visível da estrela o Deus invisível que fala ao nosso coração."

 


   Esta estrela é a Palavra de Deus, a “luz que orienta nosso caminho, nutre a nossa fé e a regenera" e que "renova continuamente os nossos corações e as nossas comunidades". Por isso - adverte o Papa - "não esqueçamos de lê-la e meditá-la todos os dias, a fim que se torne para cada um como chama que levamos dentro de nós para iluminar os nossos passos e também aqueles de quem caminha ao nosso lado, que talvez luta para encontrar o caminho rumo a Cristo.”

 


   Francisco, em seguida, dirigiu uma "afetuosa saudação" aos irmãs e irmãos cristãos, católicos e ortodoxos, muitos dos quais celebram amanhã o nascimento do Senhor. Recordou também que hoje celebramos o Dia Mundial da Infância Missionária: "É a festa das crianças que vivem com alegria o dom da fé e rezam para que a luz de Jesus chegue a todas as crianças do mundo", explicou. Ele encorajou "os educadores a cultivar em nos pequenos o espírito missionário”, a fim de que “surjam entre eles testemunhos da ternura de Deus e anunciadores do Evangelho."

 


   Antes de concluir, rezou à Virgem Maria invocando "a sua proteção sobre a Igreja universal, de modo que difunda no mundo inteiro o Evangelho de Cristo, a luz dos povos, luz de todos os povos."

 


   Depois do Angelus o Papa Francisco saudou os peregrinos presentes na Praça de São Pedro, especialmente os fiéis de Aachen (Alemanha), Kilbeggan (Irlanda), os estudantes de Northfield - Minnesota (EUA), os crismandos da região da Lombardia e seus pais; os fiéis de Biassono, Verona, Arzignano, Acerra, algumas dioceses da Puglia; e jovens de Don Orione.

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