Histórico

\"Diocese\"diocese\"

Limites

 

Situação Geográfica: Noroeste do Estado do Mato Grosso. Limites: Diocese de Ji-Paraná - RO, Arquidiocese de Porto Velho - RO, Prelazia de Borba - AM, Diocese de Sinop - MT, Diocese de Diamantino - MT.

 

 Superfície: 111.489 km2

 

População: 132 797 habitantes (IBGE 2010).

 

 Municípios: Juína, Brasnorte, Castanheira, Aripuanã, Cotriguaçu, Juruena e Colniza. A Diocese de Juína tem os seguintes limites: interestaduais, com Mato Grosso – Amazonas, à margem direita do Rio Aripuanã; em direção ao leste até a margem esquerda do Rio Juruena, confinando com os municípios de Alta Floresta, São José do Rio Claro, até a confluência do Rio Sangue. Sobe confinando com o município de Comodoro, até o ponto comum com o limite interestadual Mato Grosso – Rondônia, prosseguindo para leste até a margem direita do Rio Aripuanã. Fazem parte destes limites os municípios de Aripuanã, Juína, Juruena, Castanheira, Cotriguaçu e os futuros municípios de Colniza e Rondolândia, que pertenciam à Diocese de Ji-Paraná e Brasnorte que pertencia à Diocese de Diamantino.

 

 

ORIGEM DA DIOCESE DE JUÍNA

A atual Diocese de Juína pertencia antes de sua criação ao Regional do Estado do Mato Grosso da Diocese de Ji-Paraná e parte da Diocese de Diamantino. Os primeiros habitantes desta região foram os povos indígenas. Embora muitos já tenham sido dizimados, ainda existe uma população aproximada de 4.000 índios. Alguns destes povos têm ainda suas terras invadidas por fazendeiros, posseiros, garimpeiros e madeireiros. Nem todos têm as terras demarcadas e homologadas.

 

 No final do século XIX, muitos migrantes nordestinos chegaram nesta região para a extração da borracha. Vindo a crise, alguns retornaram aos Estados de origem, outros se fixaram por aqui, constituindo a população dos “seringueiros”, atualmente denominados “ribeirinhos”.

 

 Outro grupo presente na Diocese é o dos garimpeiros. Vieram de diversos Estados em busca de ouro e diamante. Com esta ilusão, também habitantes da região deixaram suas funções e famílias para arriscarem a sorte nos garimpos.

 

 A grande ocupação da região Noroeste aconteceu, sobretudo, a partir da década de 80 com os grandes projetos governamentais de exploração e ocupação do Norte. Esses projetos foram estimulados pela Companhia de Desenvolvimento de Mato Grosso (CODEMAT) e algumas colonizadoras privadas. Esta foi também a saída encontrada para superar a crise dos Estados do Sul, sobretudo do Paraná, que substituíram as culturas que empregavam muita mão de obra (café, algodão), pelo boi e pelas culturas mecanizadas (soja, trigo). Isto significou o desemprego para milhares de famílias.

 

 A situação de desemprego rural no Sul e a forte ideologia do governo militar que tinha medo de perder a Amazônia (“integrar para não entregar”) provocaram a migração violenta e desorganizada, a ocupação irracional e predadora destas terras e de suas riquezas. Não houve nenhum respeito, nem pelos povos indígenas e seringueiros, nem pela natureza.

 

 Hoje há uma forte reemigração, sobretudo vinda de Rondônia, em direção ao Norte da Diocese: Colniza, Nova União, Conselvan, Panelas e Guariba.

 

 O sangue derramado pelos mártires, Padre Ezequiel Ramin e Irmão Vicente Cañas deram vida nova a esse Regional. Dessa experiência herdou-se uma ação pastoral muito ativa e libertadora. As distâncias e as diferenças de Estados, porém, sempre foram o problema maior para uma plena comunhão e participação. Por isso, atendendo ao desejo do povo e dos agentes de pastoral, D. Antonio Possamai, bispo de Ji-Paraná, iniciou o processo de desmembramento, que durou aproximadamente oito anos.

 

 A Diocese de Juína foi finalmente criada no dia 23/12/97 pela Bula “Ad Plenius Consulendum”, do Papa João Paulo II. Foi desmembrada da Diocese de Ji-Paraná e também da Diocese de Diamantino.

 

 O primeiro Bispo Dom Franco Dalla Valle, sdb, nomeado por João Paulo II pela Bula “Quoniam Oportet”, foi ordenado Bispo por Sua Santidade em Roma no dia 06 de janeiro de 1998 e tomou posse da função de pastor desta Diocese no dia 29 de março do mesmo ano.

 

 Na data de sua criação, a Diocese de Juína era composta por seis paróquias: Sagrado Coração de Jesus (Juína), Santo Antônio (Castanheira), São Pedro Apóstolo (Juruena), Nossa Senhora Aparecida (Cotriguaçu), São Francisco de Assis (Aripuanã), todas pertencentes anteriormente ao Regional Mato Grosso da Diocese de Ji-Paraná, e a Paróquia São José Operário (Brasnorte), pertencente à Diocese de Diamantino. Posteriormente, foram criadas mais três Paróquias: Sagrada Família (Colniza), em 21/02/1999, Nossa Senhora Auxiliadora (Rondolândia), 24/05/1999 e Santo Agostinho, no dia 28/05/2000.

 

 O panorama socioeconômico mudou bastante desde as primeiras colonizações. Nestes últimos anos nossa região está mudando pelo avanço da lavoura de soja e associados (algodão e milho), pelo deslocamento das serrarias, decorrente do desmatamento, e pela migração, vinda, sobretudo de Rondônia para o Norte (Cotriguaçu, Juruena, Aripuanã e, em particular, Colniza, que já é a segunda maior cidade da região).  O desafio é segurar o homem no campo, criar mentalidade de agricultura sustentável e organizar a Igreja e suas estruturas de pastoral neste clima de instabilidade.  Necessitamos de reflexão, formação, parcerias, para evitar que toda esta região, depois que a onda migratória do Mato Grosso saia para a Amazônia, se torne um deserto populacional destinado a grandes fazendas de gado ou de soja. Já a unidade do polo está sendo quebrada, facilitando a comunicação externa e dificultando a interna. Devemos acompanhar as mudanças, os planos oficiais e os interesses do capital envolvido, para defendermos o ser humano.

 

 As fronteiras territoriais da Diocese de Juína, não mudaram desde sua criação, compreendendo 124.124 Km2. A Diocese situa-se no Extremo Noroeste mato-grossense, dentro da Floresta Amazônica, acima do Paralelo 13. Ao Norte de seu território, tem como divisa o Estado do Amazonas; a Nordeste, faz fronteira com o município de Nova Bandeirante; a Sudeste, com Juara; ao Sul, divisa com Nova Maringá, Campo Novo do Parecis, Sapezal e Comodoro; do Sudoeste ao Noroeste de seu território encontra-se o Estado de Rondônia.

 

 O território interno, pelo aumento demográfico, devido à explosão de migrações internas e externas, está sofrendo modificações com a emancipação de novos municípios. É o caso de Rondolândia, emancipada em 1998 e Colniza, no ano de 2000.

 

ATENDIMENTO RELIGIOSO

 

Para conhecer a história da Diocese de Juína é preciso antes ver a relação com a história da Paróquia Sagrado Coração de Jesus até a criação da Diocese.

 

 A princípio, o atendimento religioso da região de Juína foi confiado ao Padre Angelo Spadari, Salesiano, residente em Vilhena e ao Padre Pio, Salesiano de Alto Araguaia. Fato curioso: Aripuanã era sede de Município desde 1943 (Distrito de Alto Madeira desde 1932) e não era Paróquia. Era assistida religiosamente há anos pelo Padre Pio e Frei Canuto.  Assim, a época da ereção da paróquia, Juína era totalmente despovoada, enquanto Aripuanã já era uma cidade, sede de Município e com Igreja dedicada a São Francisco de Assis.

 

 No dia 8 dezembro de 1976 o bispo Dom João Batista Costa de Porto Velho, erige a Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, confiando-a aos cuidados da comunidade dos padres Salesianos residentes em Vilhena. Ela foi desmembrada da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora.

 

 No dia primeiro de fevereiro de 1981 o Irmão Marista José Ruver, lendo uma carta de Dom José Martins, dava posse ao Padre Duilio Liburdi, da Congregação dos Oblatos de São José como Pároco da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus em Juína.

 

 Na primeira assembléia, em novembro de 1998, a Diocese definiu \"A Igreja que queremos ser\".

 

 Na segunda assembléia, em novembro de 1999, aprovou-se as suas primeiras Diretrizes.

 

 Na terceira assembléia, em novembro de 2000, aprovou-se o I Plano de Pastoral e o Diretório Sacerdotal.

 

 Na Quarta assembléia, em novembro de 2001, aprovou-se o Estatuto do Conselho de assuntos Econômicos Diocesano.

 

 Na quinta assembléia, em novembro de 2002, fará avaliação do Diretório Sacerdotal e do Plano de Pastoral.

 

 Nestes primeiros anos de Diocese tem havido um grande avanço no pano organizativo, vindo novas Congregações Religiosas ( femininas e masculinas ). Foram criados o Seminário Menor São José ( Juína ) e o Seminário Maior Sagrado Coração de Jesus ( Várzea Grande ), com turmas interdiocesanas e mista ( diocesanos e outras congregações diferentes )

 

A XI Assembleia diocesana de Pastoral da Diocese de Juína aconteceu no dia 28 de fevereiro e primeiro de março de 2009. Momento histórico porque foi a primeira vez que o segundo bispo da Diocese dom Neri José teve contato direto com as lideranças desta terra de missão. Essa XI assembleia diocesana buscou fazer uma retrospectiva da nossa caminha missionária. Foi definido como PRIORIDADES PARA 2009: PASTORAL FAMILIAR, CATEQUESE e PASTORAL DA JUVENTUDE.

 

 A XII Assembleia Diocesana de pastoral teve como tema “A Igreja diocesana (família), baseada no conteúdo da fé (catequese) em pleno espírito missionário (juventude) a serviço do Reino de Deus”.

 

Dom Neri José lembrou a Assembleia já realizada nos dias 28/02 e 01/03. Ele ressaltou que uma Assembleia é um espelho do que fazemos pastoralmente. Nessa assembleia refletimos acerca das prioridades elencadas nos dias 28/02 e 01/03 de 2009 e aperfeiçoada nesta assembleia de novembro de 2009 dias 06.07 e 08 de 2009: Família, Juventude e Catequese.

 

   A XIII Assembleia diocesana de Pastoral ocorreu nos dias 05,06 e 07 de  novembro de 2010. No primeiro momento, as Paróquias foram convidadas a apresentar um questionário ressaltando as Pastorais e Movimentos existentes nas Paróquias. Depois foi frisado que pastoral gostaria que funcionasse em cada Paróquia e salientando como cada Paróquia fez acontecer às prioridades: catequese, família e juventude.

 

 Foram apontados os avanços e dificuldades acerca das prioridades. Após momentos intensos de reflexão e oração a assembleia elegeu como prioridades para o ano de 2011 a pastoral do Dízimo, Liturgia e Familiar. E, para o ano de 2012 foram escolhidas e votadas as prioridades: Pastoral da Família, Pastoral Vocacional, Pastoral da Liturgia, Pastoral do Dízimo e enfoque especial aos Índios.

  

REALIDADE DO POVO    

 

Migração

 

Antigamente a Região Noroeste do Mato grosso era povoada por numerosos grupos indígenas. Hoje a população, na quase totalidade, é formada de migrantes que na grande maioria veio dos Estados do Sul, como: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Mas também, migrantes de Minas Gerais, Bahia, Ceará e outros Estados. Muitos fizeram várias migrações até chegar à Região. São fazendeiros, garimpeiros, madeireiros e posseiros que transformam a área do ponto de vista ecológico, social e também religioso, abrindo uma nova realidade e novos desafios sociais e pastorais.

 

 

Aspecto Econômico

 

A população da Diocese de Juína está em forte aumento devido à migração atual, ficando propensa a perder os valores cristãos pela instabilidade econômica, cultural, social e religiosa em que vivem. O povo sofre de doenças, como malária e verminoses.

 

Grupos Étnicos

 

São uma riqueza cultural pelos valores que carregam. Pela expressão de sua fé na celebração enriquecem a Igreja com seu modo de ser. Com o seu modo de viver transformam as relações em fraternidade.

 

 Os índios – Lutam pela defesa de seus povos, promoção da sua cultura e reconhecimento de sua dignidade, quando não são iludidos pelos brancos.

 

 Os agricultores – Com o terreno em dificuldade sem incentivo do governo, com a falta de asfalto nas estradas para o escoamento dos produtos passam a migrar para a cidade.

 

 Os garimpeiros – Com o diamante e ouro desvalorizados, estão desistindo da profissão, ficando apenas as grandes mineradoras.

 

 Os seringueiros – Dos grupos étnicos é o mais pobre, propenso à pressão ideológica de todos os outros grupos. Pela sua fragilidade é o que mais precisa de apoio.

 

 Os pequenos proprietários de serrarias – Com as dificuldades que encontram por causa dos impostos sobre a madeira colhida e ao comercializá-la estão desaparecendo, ficando apenas as grandes serrarias.

 

Os boias-frias – Além de trabalharam sem segurança, muitas vezes são enganados por aqueles que os contratam.

 

 Os fazendeiros – Alguns se fortalecem economicamente. Os pequenos proprietários sofrem pressão e dificuldades e vão desaparecendo.

 

 Os assentados – Os pequenos proprietários estão lutando para legalizar suas terras e adquirir uma infraestrutura capaz de dar segurança para suas vidas; outros já conseguiram legalização. É o papel da Igreja e sociedade proporcionar-lhes os valores culturais, religiosos e morais.

 

Aspecto Social

 

O povo é muito sofrido, se adapta às condições que tem e que lhes são oferecidas. Na área da saúde a Pastoral da Saúde realiza um trabalho de prevenção das doenças e de promoção da vida. Há hospitais e postos de saúde com dificuldades estruturais de funcionamento, dificultando o bom atendimento ao povo.

 

Aspecto Cultural

 

Há um trabalho a nível pessoal e estrutural com suas limitações, a fim de que cresça a formação integral do povo, dos jovens e dos agentes de pastoral, trabalho este realizado pela sociedade civil e pela igreja.

 

Aspecto Político

 

Na política há muitos interesses, que muitas vezes não atendem às necessidades do povo. Há também um trabalho de educação política a fim de construir uma sociedade participativa e democrática. As escolas de Formação da Fé e Política proporcionam aos participantes um compromisso cristão e um maior desenvolvimento da cidadania.  

 

Aspecto Religioso

 

Há uma estruturação, organização e animação das comunidades com agentes, ministérios e serviços em espírito de paz, união e comunhão. Está sendo feito o acompanhamento às associações de classe para que sejam libertadoras. A celebração, a prática dos sacramentos integrando fé e vida na realidade do povo sofrido e um trabalho permanente a ser feito com os agentes. Sente-se a necessidade cada vez maior dos sacerdotes, religiosos e religiosas priorizarem a missão devido às novas necessidades de atendimento.

 

 Paróquias e Área Missionária

 

Na data de sua criação, a Diocese de Juína era composta por seis paróquias: Sagrado Coração de Jesus (Juína), Santo Antônio (Castanheira), São Pedro Apóstolo (Juruena), Nossa Senhora Aparecida (Cotriguaçú), São Francisco de Assis (Aripuanã), todas pertencentes anteriormente da Diocese de Ji-Paraná, e a Paróquia São José Operário (Brasnorte), pertencente à Diocese de Diamantino. Posteriormente, foram criadas mais três Paróquias: Sagrada Família (Colniza), em 21/02/99 e Nossa Senhora Auxiliadora (Rondolândia), no dia 24/05/99, ambas desmembradas da Paróquia de Aripuanã, e também Santo Agostinho (Juína), desmembrada da Paróquia Sagrado Coração de Jesus (Juína) no dia 28/05/00.

 

 

Atualmente a Diocese de Juína é composta por dez Paróquias e duas Áreas Missionárias, a saber:

 

 Juína: Catedral Sagrado Coração de Jesus; Paróquia Santo Agostinho e Área Missionária N. Sra. da Paz.

 

  Brasnorte: Paróquia São José Operário;

 

 Castanheira: Paróquia Santo Antonio;

 

 Aripuanã: Paróquia São Francisco;

 

 Juruena: Paróquia São Pedro;

 

 Cotriguaçu: Paróquia N. Sra. Aparecida;

 

 Colniza: Paróquia Sagrada Família;

 

 Nova União – Distrito de Cotriguaçu: Paróquia: Santíssima Trindade;

 

 Guariba – Distrito de Colniza: Paróquia Senhor Bom Jesus;

 

 Conselvan no Município de Aripuanã: Área Missionária. 

 



DECRETO DE EREÇÃO DA DIOCESE DE JUÍNA (23-12-1997)

 

 João Paulo II, Bispo, Servo dos Servos de Deus,

 

Para perpétua memória do evento.

 

 Para cuidar melhor do bem espiritual dos fiéis, os nossos digníssimos irmãos, Dom Antônio Possamai, Bispo de Ji-Paraná, e Dom Agostinho Kirst, Bispo de Diamantino, após terem obtido a aprovação da Conferência dos Bispos do Brasil, pediram a esta Sé Apostólica que desmembrasse o território de suas circunscrições e se fundasse uma nova Diocese.

 

 Nós, tendo o parecer favorável do nosso venerável irmão, Dom Álfio Rapisarda, Arcebispo titular de Canas e Núncio Apostólico no Brasil, houvemos por bem satisfazer o pedido, a nós apresentado pela Congregação dos Bispos, na certeza de que a concessão será muito útil à salvação das almas.

 

Baseado na plenitude do poder apostólico fica decretado o que segue:

 

Separamos das Dioceses de Ji-Paraná e de Diamantino, o território dos municípios seguintes: Juína, Castanheira, Juruena, Cotriguaçu, Aripuanã e Brasnorte. Com esse território, assim desmembrado, constituímos a Diocese juinense, à qual terá os limites que os referidos municípios têm agora, de acordo com a legislação civil. Assim colocamos a sede dessa nova Diocese na cidade de Juína e elevamos à dignidade de catedral, a igreja da Paróquia, dedicada a Deus, em honra do Sagrado Coração de Jesus. A essa igreja concedemos todas as insígnias, privilégios e honras, de que gozam as demais catedrais no mundo católico. Além disso, estabelecemos que a Diocese de Juína seja sufragânea da Sé Metropolitana de Cuiabá e submetemos o atual seu Bispo ao direito metropolitano do atual Arcebispo de Cuiabá, tendo os mesmos direitos, privilégios, insígnias e honras, como também o ônus e deveres, que são próprios do Ordinário de cada lugar. Mandamos, além disso, que se constitua, quanto antes, na nova Diocese, o Colégio de Consultores, de acordo com o direito, os quais, com seus conselhos e trabalhos, sejam um auxílio válido para o Bispo.

 

 Para a conveniente sustentação do Bispo da nova Diocese, providencie-se com emolumentos da Cúria, oferta dos fiéis e com a partilha a ser feita, de acordo com o cânon 122 do Código de Direto Canônico, dos bens que devem ser vinculados à nova Diocese e que, até agora, foram entregues às Mesmas Episcopais de Ji-Paraná e Diamantino.

 

 Quanto à construção do Seminário Diocesano e à formação dos candidatos ao sacerdócio, observem-se as prescrições do direito comum, levando principalmente em conta as normas e as regras estabelecidas pela Congregação da Educação Católica. A seu tempo, se for possível, enviem-se alunos escolhidos, do seminário diocesano, para se formarem nas disciplinas filosóficas e teológicas no Pontifício Colégio Pio Brasileiro de Roma, aonde poderão ser enviados também sacerdotes, a fim de que lá possam completar seus estudos.

 

 No que se refere ao governo da nova Diocese, à administração dos bens eclesiásticos, à eleição – sede vacante – do Administrador diocesano, aos direitos e aos deveres dos fiéis e outras questões desse gênero, observem-se, com cuidado, as prescrições dos sagrados cânones.

 

 Logo que me for realizada a ereção da Diocese, os sacerdotes, nela inscritos, sejam ligados à Igreja, em cujo território exercem o seu ministério. Os outros sacerdotes e os seminaristas fiquem incardinados ou incardinem na Igreja, em cujo território tem o domicílio.

 

 As atas e os documentos que se referem à nova Diocese e a seus clérigos, aos fiéis e, possivelmente, aos bens temporais, sejam enviados, quanto antes, das cúrias de Ji-Paraná e de Diamantino, à cúria juinense.

 

 Entregamos tudo o que mandamos fazer ao respeitável irmão, Dom Álfio Rapisarda, que mencionamos, ou, na ausência dele, ao seu substituto na Nunciatura Apostólica do Brasil, concedendo-lhes as oportunas faculdades de subdelegar, para isso, qualquer pessoa constituída em alguma dignidade eclesiástica, impondo-lhes o dever de enviar, quanto antes, à Congregação dos Bispos, um exemplar autêntico da realização do ato da posse.

 

 Queremos que esta nossa constituição seja considerada, hoje e depois, como declaração ratificada para agora e para o futuro.

 

 Roma, Junto à Basílica de São Pedro, aos 23 de dezembro de 1997, vigésimo ano do nosso pontificado.

 

 + Card. Ângelo Sodano, Secretário de Estado

 

+ Card. Bernardino Gantin, Prefeito da Congregação dos Bispos

 

Marcelo Rossetti, Protonotário Apost.

Carmelo Nicolari, Prot. Apost.

 

DECRETO DE NOMEAÇÃO DO PADRE FRANCO DALLA VALLE PARA BISPO DE JUÍNA (23-12-1997)

  

Nós, João Paulo, Bispo, Servo dos Servos de Deus,

 

Enviamos nossa saudação e nossa benção apostólica

 

 Ao dileto filho, Franco Dalla Valle, membro da sociedade de S. Francisco de Sales e, até o momento presente, inspetor da Inspetoria Salesiana do Amazonas, eleito bispo da nova Diocese de Juína.

 

 A coisa mais necessária é designar o Pastor para a Diocese de Juína, constituída hoje mesmo, através do nosso decreto intitulado “Para melhor prover” (Ad Plenius Consulendum). Esta Diocese está situada no Brasil e será sufragânea da Arquidiocese de Cuiabá.

 

 Como julgamos Sr., nosso dileto filho, dotado de boas qualidades e profundo conhecedor das ciências sagradas, o consideramos também idôneo para governar a referida Diocese.

 

 Por isso, ouvido o parecer da Congregação dos Bispos, usando de nossa suprema autoridade apostólica, nomeamos o sr., Bispo da Diocese de Juína, com todos os direitos e deveres anexos a esta nomeação.

 

 Quanto à sua Ordenação Episcopal, nós mesmos, se lhe agradar a Deus permitir, lhe conferiremos no próximo dia 06 de janeiro, durante a celebração da Santa Missa da Epifania do Senhor, na patriarcal Basílica de São Pedro, depois – evidentemente – de o Sr. ter pronunciado o juramento prescrito pelo direito.

 

 Mandamos, além disso, que esta carta chegue ao conhecimento do clero e do povo da referida Diocese, aos quais exortamos que tenham, para com o sr., um amor sincero, e sempre lhe permaneçam unidos.

 

 Por fim, dileto filho, confiando nas súplicas da Virgem Maria, pedimos ao Espírito Paráclito os dons divinos em favor do Sr., a fim de que, por eles sustentados, possa realizar, de maneira perfeita, a missão que lhe é entregue, de tal forma que os fiéis, confiados ao Sr., sejam assíduos na oração quotidiana, na escuta da Palavra de Deus e na recepção dos sacramentos, principalmente da Eucaristia, por meio da qual, transformados no Corpo de Cristo e sendo seus membros, acabamos sendo o que recebemos (Cf. S. Agostinho, sermão 57,7,7: PL 38, 389). Que a graça de Deus, também pela proteção de S. João Bosco, fundador e pai da Congregação Salesiana, à qual o Sr. pertence, esteja com o Sr. e com toda a comunidade eclesial de Juína que nos é caríssima.

 

  Roma, Junto à Basílica de São Pedro, aos 23 de dezembro de 1997, vigésimo ano do nosso pontificado.

 

 Joannes Paulus PP II

 

Francisco Chiarini, Próton. Apost.

*Fonte: Plano Diocesano de Pastoral (2012-2016)

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