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A crise dos casais: falência do amor ou início de crescimento?



Estes dias li em um livro de Sua Santidade Dalai Lama a afirmação de que quatro são as coisas que não conseguimos esconder por muito tempo: o saber, a ignorância, a riqueza e a pobreza.
   Acredito que esta afirmação se presta bem para ser aplicada a vida de um casal. Digo que também o amor não consegue manter-se escondido, mesmo que as expressões dele possam ser as mais variadas. Para que exista uma vida a dois, ocorre antes de qualquer coisa, que os corações batam juntos, que as pessoas se amem.

            Deste amor, nascem palavras e silêncios, gestos e sacrifícios, a coragem de realizar os planos em conjunto e a alegria do encontro. Se a vida de um casal se funda sobre as emoções e os sentimentos, há necessidade de prevenir as doenças dos sentimentos e o vazio das emoções, cultivando o amor. Se este amor está fundado sobre Jesus Cristo e o seu amor, que é forte, permanece sempre fiel, então o casal superará as crises e elas tornar-se-ão motivo para o crescimento.

         A oração do casal é um remédio formidável para a defesa do amor e para mantê-lo fiel e vivo. Nem mesmo as tempestades, os ventos que dão contra a casa farão com que ela sucumba se está fundada sobre bases sólida. As crises conjugais e os conflitos serão motivos para que o amor seja ainda mais fortalecido se este for colocado como base de tudo.

        O amor é definido de forma magistral por São Paulo em sua carta aos Coríntios, capítulo 13. Quero aguçar a sua curiosidade e portanto lhe convido a abrir o texto bíblico nesta passagem.

 

Pe. Luis Isidoro Molento

Presidente do Tribunal Eclesiástico

 

 

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